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MÚSICA

OS MELHORES DISCOS

DE 2013

Já faz quase um mês que o ano passado acabou, mas, no mundo da música pop, nem parece. Janeiro não foi pródigo de notícias bombásticas sobre este universo e as lojas ainda não receberam nenhum disco grandioso - quer dizer, há uma exceção: Transgender Dysphoria Blues, da banda punk, em que a vocalista Laura Jane Grace narra a sua transformação de homem para mulher (e, mesmo com a música, continua casada com sua esposa...) com músicas impactantes e letras tão cruas quanto realistas.

Sendo assim, a melhor forma de se começar a falar de música neste ano é mesmo rever os melhores lançamentos de 2013. O período, em geral, não foi o mais produtivo - longe disso - da história do pop-rock-eletrônico-etc., mas houve coisas bem bacanas. Eu fiz a minha listinha dos dez melhores. Veja aí se você gosta!

DENIS MOREIRA - 16 / 02 / 2014

BLACK SABBATH - 13 (Vertigo)

OK, não traz nenhuma grande inovação, seria considerado um disco "menor" caso fosse lançado nos anos 70 e recicla riffs e ideias do passado. Mas 13 é o retorno da banda que criou o heavy metal em sua formação clássica - menos o baterista Bill Ward, muito bem substituído por Brad Wilk, do RATM - e não tem nada que macule o passado glorioso de Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler. Só isso basta. Ouça: God is Dead

PRIMAL SCREAM - MORE LIGHT (Ignition)

Desta vez, a banda liderada pelo doidão Bobby Gillespie resolveu fazer - e muito bem - uma mistura de todos os estilos que já abordou (muito bem) em sua eclética carreira. More Light tem o dance viajandão de Screamadelica, o rock rollingstoniano de Rocks e o eletrônico de XTRMNTR, às vezes tudo junto na mesma música. É meio longo demais, mas compensa a audição. Ouça: It's Alright, It's OK

ALTER BRIDGE - FORTRESS (Road Runner)

Agora sim eles me convenceram. De filhote mais pesado do Creed, o Alter Bridge se tornou uma bandaça, em boa parte graças aos riffs disparados pelo grande guitarrista Mark Tremonti. O disco tem músicas longas, épicas e "difíceis", com mudanças bruscas de andamento e inspiração clara em Led Zeppelin e no thrash metal, mas em um formato bastante radiofônico. E muito, mas muito inspirado. Ouça: Addicted To Pain

CITY AND COLOUR - THE HURRY AND THE HARM

(Dine Alone)

Desta vez, a banda liderada pelo doidão Bobby Gillespie resolveu fazer - e muito bem - uma mistura de todos os estilos que já abordou (muito bem) em sua eclética carreira. More Light tem o dance viajandão de Screamadelica, o rock rollingstoniano de Rocks e o eletrônico de XTRMNTR, às vezes tudo junto na mesma música. É meio longo demais, mas compensa a audição. Ouça: It's Alright, It's OK

PEARL JAM - LIGHTNING BOLT (Monkeywrench)

Este disco só está nesta lista por dois motivos. Em primeiro lugar, a safra de CDs lançados em 2013 não foi nenhuma Brastemp. Além disso, de tão matadoras, algumas músicas elevam a nota final de um álbum irregular, que cai bastante da metade para o final. Se o álbum inteiro fosse tão bom quanto a faixa-título, My Father's Son e Getaway, por exemplo, estaríamos diante de um novo Vitalogy.

Ouça: Sirens

 

PAUL McCARTNEY - NEW (Virgin EMI)

É impressionante a capacidade de Macca em criar músicas novas com cheiro de novidade e, ao mesmo tempo, permanecer coerente com a sua discografia, sem tentativas forçadas de soar moderno. Em seu novo disco, o Beatle "bonzinho" envereda por folk, rock, pop, indie e até eletrônico sem perder a sua identidade. E com ótimas músicas, claro. É o veterano em melhor forma da música atual. Ouça: Queenie Eye

THE WINERY DOGS - The Winery Dogs

(Loud & Proud)

Muita gente diz que esta história de supergrupo não dá certo, no que eu discordo radicalmente: Audioslave, Velvet Revolver. Chickenfoot e Racounters, só para falar exemplos mais atuais, são ótimos. The Winery Dogs entrou para esta lista com um disco que consegue a difícil tarefa de evidenciar o virtuosismo de Billy Sheehan, Ritchie Kotzen e Mike Portnoy sem ser chato, com um hard rock que traz referências clássicas e modernas. Uma ótima surpresa em 2013. Ouça: Time Machine

FRANZ FERDINAND - Right Thoughts, Right Words, Right Action (Domino)

Franz Ferdinand é o AC/DC do disco-punk, estilo que foi bastante popular no rock gringo em meados dos anos 2000 e agora está meio em queda. Após tentativas ruins de mudar a sonoridade, os escoceses voltaram ao que fazem sempre e bem: músicas para animar qualquer pista, com uma ou outra balada para quebrar o clima. É só apertar o play e sair dançando. Ouça: Right Action

SOUND CITY - Real to Reel (Roswell)

Mais uma vez, Dave Grohl aproveitou o recesso do Foo Fighters para lançar um discaço (lembra do Them Crooked Vultures e do Probot?).. Desta vez, ele criou uma trilha sonora para o documentário sobre o estúdio Sound City. De Corey Taylor a Stevie Nicks, ele reuniu vários rockstars e lançou um CD bem variado, mostrando a sua versatilidade. E com uma música melhor que a outra.

Ouça: From Can To Can't

STONE TEMPLE PILOTS WITH CHESTER BENNINGTON

High Rise (Play Pen)

Os irmãos DeLeo fizeram um golaço quando chamaram Chester Bennington para o vocal do Stone Temple Pilots no lugar do problemático e talentoso Scott Weiland. Neste EP, o cantor do Linkin Park (isso mesmo!) fez um trabalho admirável, mostrando que também manda muito bem no estilo mais melódico/grunge/rock setentista do STP. Escute sem preconceitos. Ouça: Same on the Inside

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