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CINEMA

NOVO ROBOCOP

NÃO É OSSO DURO DE ROER.

POR MAX - 20 / 02 / 2014

Sim eu sei que  o trocadilho é fácil de se fazer, mas é inevitável comparar o Robocop de José Padilha com Tropa de Elite, assim como também com o ROBOCOP (1987) original de Paul Verhoeven, que tem pela segunda vez uma obra sua adaptada ( a primeira foi o também antológico Vingador do Futuro) e que marcou época ao retratar uma critica a política belicista americana, as megacorporações, a midia sensacionalista e a banalização da violência.

 

Padilha é fiel ao mesmo tempo a premissa do ROBOCOP original, como também é com seu próprio estilo que imprimiu em Tropa de Elite 1 & 2. Seu RoboCop é como uma versão iPhone do RoboCop original, com uma estética mais clean, um design mais arrojado e sem a violência nua e crua que marcou o filme de Verhoeven.

ESTE NOVO ROBOCOP É COMO UMA VERSÃO iPHONE DO ORIGINAL

O grande vilão em Robocop continua sendo as megacorporações envolvidas em negócios milionários na indústria de armamentos e RoboCop é o mais novo gadget dessa área, uma espécie de DRONE DESIGNED BY APPLE, aliás Michael Keaton é como se fosse um  Steve Jobs do mal, que resolve lançar um produto revolucionário para combater o crime de forma eficiente e precisa.

 

O filme tem sua crítica social, política e econômica e denunciando uma vertente direitista no combate ao crime, defendida pela imprensa com sua "Sheherazade" de plantão: representado por Samuel L Jackson onde máquinas tem o poder de julgar e eliminar um suspeito de crimes.

Com efeitos especiais de primeira e de tom mais sério que o ROBOCOP original, Padilha conseguiu dirigir muito bem um típico filme americano de ação , porém sem muitas polêmicas  e sem o sarcasmo do filme original.

 

Em determinados momentos da para perceber bem o estilo de Tropa de Elite, tanto que há uma cena de treinamento muito parecida em que Robocop segura a arma como um soldado do BOPE, mas são coisas que só brasileiro irá perceber.

O FILME TEM SUA "SHEHERAZADE" QUE DEFENDE UMA

POSTURA  DIREITISTA

EM RELAÇÃO AO CRIME.

É fácil perceber porque Padilha escolheu esse filme, pois Robocop é nada mais que um soldado do BOPE, um cara tenso, desumanizado, sob controle da corporação e cujo o propósito é cumprir a missão, que neste caso foi conquistar o mercado americano de filmes de ação. Missão dada e que precisa ser cumprida.

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